sexta-feira, 13 de março de 2009

Itacaré

26/02/09

Acordamos as 6:30 e começamos a preparar o FIB mas o clima não ajudou pela manhã.
Novamente discutimos sobre a possibilidade de voar ou não e resolvemos que aproveitaríamos o dia chuvoso para conhecer as praias de Barra Grande. Antes porém, ficamos um tanto decepcionados pois parecia que todos haviam ido embora com o término do Carnaval. Fomos a um hotel caro na ponta da praia e perguntamos sobre ocupação e descobrimos que o movimento havia caído 40%. Parecia que não valia a pena montar o FIB. Voltamos a pousada para arrumar as coisas para a ida a Barra Grande.
Junto conosco no domingo, havia chegado ao hotel uma garota que logo fizemos amizade chamada Renatha. Após alguns dias nos falamos e ficamos mais amigos e descobrimos que ela era mineira e morava em Itacaré a 4 anos e gostava de surfar, pedalar, fazer caminhada, ou seja esportista. Tomamos algumas informações com ela a respeito das praias e como íamos a Barra Grande, decidimos chamá-la para ir conosco. Ficou um pouco na dúvida devido ao conflito com o horário de trabalho, mas pensou melhor e resolveu nos acompanhar. Partimos perto do meio dia achando que cruzaríamos a balsa rápido (30 minutos), e estaríamos em uma hora em Barra Grande. Ledo engano !
Esperamos uma hora e meia só na fila da balsa. Atravessamos o pequeno trecho de balsa, e entramos em uma estrada de barro e cheia de buracos e piscinas que as vezes molhava a frente e o capot da Frontier. Quando não era barro era uma seqüência interminável de buracos que só acabou uma hora e meia mais tarde em Taipús de Fora para continuar até Barra Grande e depois tomarmos ciência de que tínhamos que voltar pelo mesmo caminho e enfrentar tudo de novo.
O resultado foi que vimos praias lindas e cidades bem legais ainda em crescimento com os preços de imóveis em franca elevação. Soubemos também que Itacaré será local de um hotel 6 estrelas (o segundo do mundo) que já está em andamento.
Na volta vimos duas Land-Rovers quebradas no caminho, dentre as inúmeras que fazem o passeio Itacaré-Barra Grande diariamente. Ficamos impressionados com a quantidade de pessoas encarando essa estrada, inclusive em carros pequenos e comuns. A galera enfrenta a estrada como uma atração. No Inverno aqui chove mais e é mais barro e mais buraco sendo as Land as rainhas da estrada, só elas passam. Os operadores mais cuidadosos lavam as Land todos os dias e trocam óleo do diferencial frequentemente pois é normal entrar água devido as grandes poças de água que cruzam durante a ida e volta de Barra Grande.
Ficamos a imaginar como levaríamos a carreta passando por aquela estrada e desistimos de qualquer idéia de operar em Barra Grande. O preço da gasolina em um posto sem bandeira era aproximadamente 3 reais. Definitivamente seria uma furada e não iríamos gastar tempo com isso. Voar pelo trajeto talvez fosse viável porém deveríamos estabelecer uma rota segura com pousos em locais alternativos. Ficamos a viajar na idéia durante a volta.
Chegamos as 6:50 da tarde na fila da balsa de retorno e desta vez atravessamos em 20 minutos. Renatha saiu “voando” para o trabalho e nós fomos comer.
Conversamos com um “faz tudo” local chamado Carlito muito gente boa e amigo de Eliude, também indicado por este para o contratarmos . Nos ajudaria no dia seguinte e se desse certo, nos outros dias também, nos aliviando bastante o serviço pesado da montagem e desmontagem do FIB que pesa 230 kg, e também na operação dos vôos.
Por mais que tenha trabalhado nos meses anteriores à saída para facilitar toda essa operação diária, ainda assim é bem pesado para mim e Téa, e uma pessoa forte e esperta como o Carlito facilitaria muito.
Fico admirado com a disposição e força do André Laghi (irmão do Lula) que voa na Praia do Francês a 4 anos, pois ele e um ajudante montam e desmontam todo dia e completamente, não parcialmente como nós, e sem as engenhocas que inventei para fazer menos força.
Dormimos torcendo por uma melhora do tempo para o dia seguinte.

27/02/09

O tempo estava um pouco melhor e resolvemos arriscar. Falamos com Carlito e partimos para a montagem que desta vez foi bem mais rápida e menos dolorosa.






Praia da Passagem (rio)



Logo estava voando para teste e descobri que o dia ia ser Punk ! Haviam térmicas espalhadas por todo o caminho da praia, ventos cruzados em altitude e nuvens escuras no horizonte. Pousei perto do local de montagem e resolvemos esperar a chuva chegar já montados mas abrigados num local que nos protegia de vento vindo desde leste até sudoeste restando as outras direçoes que nós mesmos cuidaríamos do FIB amarrando-o ao chão em estacas de inox fincadas ao solo que previamente tinha feito. Assim, passou a chuva que só molhou e ventou fraco.
Antes de sairmos de São José, passamos por uma situação semelhante em São Sebastião durante um teste de esquema de montagem e voo. Só percebemos a formação da tempestade tarde demais por estarmos montando o FIB devagar e esquematicamente, abrigados debaixo de uma castanheira a beira da praia. Quando a tempestade se fez presente roncando, já estávamos abertos e demoraríamos 30 minutos para fecharmos . Decidimos encarar a chuva segurando o FIB eu e Téa amarrando o nariz da asa ao carro por uma corda. Assim passamos 2 horas e meia debaixo de ventos e chuvas fortes não podendo sair dalí sob risco do FIB ser arrastado pelo vento. Daí veio o óbvio, tinhamos que ter umas estacas para nos ajudar.
Tempo aberto, resolvemos decolar novamente para outro vôo de reconhecimento só que desta vez fui eu e Carlito (95kg) com o tanque de combustível cheio. Corremos um bom tanto como lancha até que decolamos e começamos a subir. Decolagem sofrível mas vôo legal porém subindo lento.




Voamos pela cidade e praias e retornamos ao local de desmontagens para que Carlito ajudasse Téa a deixar a carreta na pousada.
Dei um tempo, decolei, voei rápido até a Praia da Concha. Pousei com vento leste vindo de um extremo da praia e bem chacoalhado mas ainda passível de operação. Logo Tea e Carlito chegaram e ficamos toureando gente e perguntas porém o movimento estava fraco mesmo. Conseguimos fazer apenas 3 voos no total com uma chuva no meio deste tempo que nos fez ir a ponta da praia para que nos abrigássemos durante sua passagem. Desta vez, um pouco mais abrigados só esperamos a chuva de verão passar. Um Instrutor de voo de Jundiaí nos vendo naquela situação chegou para nos ajudar e conversamos durante a chuva. Fiquei de passar pelo Aeroclube de Jundiaí quando estivesse visitando minha irmã. Interessante estas coincidências; aparecem o tempo todo. Como diria o Lapa (grande figura e amigo), “Avatar !“.
Nesse dia voei com 2 meninas irmãs, e uma delas falava pelos cotovelos e perguntava tudo, dizendo que ela tinha muitas dúvidas na cabeça! E quando estávamos alto no céu disse: “A minha avó tá aquiiii!” fazendo um gesto amplo com a mão. “Ela morreu! Ela tá por aqui óóó...”. Que figurinha!



Voltamos para o local de embarque as 16 horas. Ainda dei um vôo com o Ben (dono da pousada). Conseguimos desmontar tudo em 40 minutos seguimos para casa para lavar e passar vaselina no motor e cobrir o FIB terminando tudo as 19 horas. Seguimos para a almojanta e voltamos a casa decidindo voar sábado e domingo para então possivelmente seguir viagem. Um certo desânimo nos acompanhava, esperávamos mais um pouco do local. Comemos na “Bodega” onde Renatha trabalha. Boa comida e boa cerveja. Cerveja Nobel da Bahia, leve e parecida com a Bohêmia antiga, antes do advento da Ambeve.

28/02/09

Sábado. Tomamos este dia como confirmação.
Notamos que nesta parte da Bahia, o clima pela manhã segue uma rotina. Ao amanhecer o horizonte segue relativamente limpo logo que sai o Sol. Aí começam as primeiras formações de nuvens que rapidamente se transformam em chuva. Como a terra está fria, o vento terral predomina próximo ao chão e o leste predomina mais alto.....Novamente parecia um dia perdido. Decidimos não abrir novamente e aproveitamos para fazer algumas manutenções no FIB. Limpei e refiz a proteção do bordo de ataque das pás da hélice. A água em contato com a hélice em rotação, costuma destruir todo o bordo de ataque. O óleo que sai do escape aos poucos vai deixando negra as pás se não passarmos uma cera de carro. Procurei trincas na estrutura e coisas soltas no motor. Ajustei e fotografei as velas para ter como registro futuro.
Á noite comemos no “Zé Senzala” que sempre nos proporciona comida boa a preços de São José e onde provei de sobremesa uma torta de tapioca doce muito boa. Ao lado do restaurante tinha uma Lanhouse onde aproveitamos para publicar algo no blog.
Voltamos para casa esperando um dia melhor após dormirmos.

01/03/09

Domingo. Amanheceu o dia como o anterior sendo que um pouco melhor ou eu já arriscava mais achando que o dia melhoraria .
Abrimos para voar . Mesma rotina até o pouso na Praia da Concha. A praia estava um pouquinho mais movimentada, mas demos só uns 6 voos sem maiores surpresas. Conhecemos gente nova que para variar era de São Paulo e BH. Aqui vão algumas fotos.




As duas horas parou completamente o movimento. Falei com Téa que iria dar um vôo até o Porto da Balsa do lado de Maraú para ver se tinha turistas interessados por lá. Decolamos eu e Carlito e preguiçosamente fomos para lá onde Carlito me ajudou segurando o FIB enquanto eu ia conversar com alguns turistas que esperavam a Balsa para serem transportados a Itacaré. Todos Israelenses, e o motorista da Van disse que os trazia de Morro de São Paulo. Decolei para um voo de demonstração sendo seguido pelos olhos do grupo que se formou de curiosos porém muito desconfiados. Sem sucesso na empreitada, decolamos de volta para a Praia da Concha. As tres e meia da tarde, com o movimento parado e o sol escaldante, resolvemos parar . Calian, filho de Carlito estava por lá. levei ele de FIB para o local de desmontagem no rio que é a Praia do bairro da Passagem.
Pousamos e logo desmontamos o FIB, seguindo a mesma rotina de arrumar as coisas da operação, lavar o FIB, passar vaselina no motor para proteger da corrosão e cobrir o FIB.
Fomos tomar um belo banho. Estávamos quebrados, não do trabalho mas do dia inteiro no sol.
Encontrei Gary (um outro hóspede),ao subir para o quarto e perguntei onde estavam porque acabei não os encontrando mais na praia. No dia anterior Gary havia me falado que partiria para Irlanda em dois dias e que queria voar. Disse que foram tomar cerveja e quando viram já havíamos partido. Ficamos de voar no dia seguinte.

02/03/09

Resolvemos abrir com a promessa de que 4 gringos iriam voar. Dois furaram. Só vieram dois. Tomamos um chá de praia dos bons.
Aproveitamos eu e Téa para dar um voo mais longo e alto e tirar umas fotos mais legais. Voamos a uns 1000m enxergando Ilhéus ao longe e do outro lado Barra Grande.





Pousamos e,..... mais chá de praia.
Lá pelas tantas tentei de novo ir para o porto e de novo não consegui nada exceto conhecer alguns Australianos que se chegaram para perguntar sobre o FIB e pedir informações de pousadas que passei prontamente. Quando ia sair para encontrar a Téa e Carlito na praia da Passagem o motorista da Van que vinha de Valença, se aproximou e pude ver que era o mesmo do dia anterior. Ele me pediu para que fosse falar com Alex da Agencia Mix Brasil sobre o FIB.
A noite após toda a missa de desmontagem do FIB, passamos pela Mix Brasil e conhecemos Alex e um pouco mais sobre o movimento turístico da cidade. Alex nos pediu um material de apresentação como folders, cartazes , etc... Dissemos que íamos tentar providenciar e falaríamos com ele no dia seguinte. Saimos sabendo que se fôssemos por este caminho, teríamos que parir esta apresentação e folders durante os proximo dia e ao invés de simplesmente encostarmos em uma praia e voarmos estaríamos agindo com um compromisso com agências e horários. Tinhamos dúvidas se este caminho seria um bom caminho a trilhar. A vida de ciganos do ar nos pareceu mais atrativa apesar de estarmos em baixa temporada.
No caminho de ida a MixBrasil encontramos o figurasso Maurílio que veio para cá a uns vinte anos atrás e após algumas peripécias comerciais, comprou uma ilha no rio e vive lá dando passeios de lancha ao longo do rio como sua fonte de renda. Nos viu um dia voando e nos ofereceu muitas informaçoes ,sua alegria e espontaneidade. Muito conhecido na cidade nos apresentou Anselmo dono de outra agencia de turismo pequena mas querendo crescer. Nos pediu material também, aumentando nossas dúvidas a respeito do marketing e suas responsabilidades.

03/03/09

Após longa conversa , desistimos de preparar as coisas para ir embora dia seguinte e resolvemos que nos apresentaríamos aos principais receptivos, resorts e hotéis de modo a nos tornar conhecidos pelos formadores de opiniões da cidade e deixarmos uma imagem positiva e profissional, mesmo que fosse somente para a próxima temporada. Não era o que estávamos propostos a fazer, mas resolvemos ficar mais um pouco de tempo e observaríamos a resposta das agências e hotéis. Mataríamos nossa curiosidade quanto a eficiência de fazermos aquilo fora da temporada e se isto valeria a pena ser feito em outros lugares no futuro.
Passamos o dia trabalhando no folder e material de apresentação para os contatos.
Não havia gráfica em Itacaré e resolvemos que iríamos nos apresentar eletronicamente. Rapidamente pus minha experiência adquirida na Embraer de fazer apresentação para qualquer coisa. Comecei a achar a coisa extremamente familiar e logo me veio aquele arrepio de trabalho em escritório. Refiz meu ânimo e continuei. Téa editou e refez os pontos fracos e assim foram várias versões. Tínhamos umas poucas fotos que não foram dirigidas a este fim mas.....
À noite tihamos algo que mostramos a Alex. Com suas impressões corrigimos fotos e dizeres.

04/03/09 e 05/03/09

Continuamos trabalhando no material de apresentação que finalmente se apresentou razoável.
A foto abaixo é uma entre várias que compõem a apresentação, onde explicamos a rota básica e ilustra bem o nosso voo.



Fomo a poucos lugares, sendo que 2 dos contatos nos pareceram mais promissores.
Isabela, relações públicas de 1 dos resorts, muito lindo, em praia particular, ficou muito empolgada.
E a CVC também mostrou bastante interesse, porém teríamos que esperar para ver a real resposta desses contatos.

06/03/09

Verifiquei as velas e constatei que ainda carbonizavam um pouco. Resolvi descer a agulha principal do carburador 1 ponto para ver se melhorava. Li bastante sobre isso nos manuais e regulei o motor do FIB trocando também as velas de 12 horas de voo por novas.
Téa cuidou de editar novamente fotos e informações para uma configuração melhor.

07/03/09

Começou a manhã chovendo com terral forte.
Nuvens nos cercavam e cresciam. Resolvemos que não iríamos abrir. Deixaríamos para voar no domingo.
Conversei um pouco com o Ben e soube um pouco mais de sua vinda ao Brasil e que ele trabalhava reformando casas em Londres, Aspen e outras cidades ricas. Sua especialidade é marcenaria. Faz uns trabalhos bem legais em contrução de casas ,decks e varandas.

domingo, 1 de março de 2009



23/02/09

Aniversário da Téa.
O dia começou chuvoso e resolvemos esperar para ver o desenrolar do clima.
A pousada conta com a ajuda de Eliude, um “faz tudo” da pousada e pescador das antigas, daqueles que faz rede de pesca em vez de comprar. Segundo ele, quando a “viração” vem de leste ou sul, ocorre a formação de nuvens no Oceano e chove ao longo do dia esparsadamente. Quando entra nordeste o tempo fica bom o dia inteiro.
Estava ventando leste e a esperança de operação era mínima. Passamos o dia “Arrumando a casa” ! Passamos o barco para a configuração de viagem para a de pré-voo e após 2 horas de trabalho, o FIB estava na configuração desejada. Também trabalhamos em alguns detalhes do barco e para a operação do dia seguinte, e transferimos muitas coisas para o quarto livrando a Frontier de coisas que não iríamos usar na operação diária. Só paramos tarde da noite para jantar e comemorar o aniversário da Téa. Experimentamos um dos inúmeros restaurantes de Itacaré ainda em ritmo de Carnaval e cheio de gente.

24/02/09

O dia amanheceu limpo e calmo com vento leste.
Engatamos a carreta e fomos para a praia. Após mais de 2 horas e um pneu furado da carretinha que nos deu muito trabalho, estávamos com o FIB (Flyboat) na água e decolei sozinho para um vôo de observação . Tudo certo, pousei . Téa seguiu para deixar a carreta e o carro na pousada e voltar a pé para voarmos juntos. Apesar da pousada ser bem perto, ela demorou porque entrou numa rua errada e teve que aprender na marra a manobrar o carro mais carreta sozinha. Quem já teve que dar ré em uma carreta sabe como isso é difícil.
Decolamos eu e Téa e começamos a voar pela região observando o circuito e verificando pousos e decolagens.
Pousamos na Praia da Concha e decolamos para tentar um circuito pela região que fosse bonito e nos desse alternativas de pousos de emergência para o improvável mas possível caso do motor falhar. Após 15 pousos e decolagens e medida de tempo confirmamos um circuito bonito de se olhar e fotografar e seguro. Dependendo do vento teríamos que refazer este circuito e se tiver com muita onda o pouso alternativo é restrito porque não podemos pousar com ondas quebrando, pois corre o risco de virar.
Decidido o circuito, resolvemos pousar na Praia da Concha, se aproximar da praia e fazer uma simulação de embarque com as condições que a praia oferece. estava na praia veio em nossa direção e se amontoou em nossa volta.
Quando paramos na praia , virou um inferno, todo o mundo que
Todos perguntando, de que era feito o barco, qual motor tinha, de onde éramos, quanto era para voar, etc...
Falamos que voltaríamos em seguida. Téa entrou no barco e decolamos para a praia da Passagem (onde embarcamos o barco), reabastecemos e Téa seguiu de carro e eu dei um tempo e fui voando. Quando pousei na praia não encontrava a Tea e tive que decolar de novo para poder encontrá-la ao longo da Praia.
Parei , desci e já tinha um passageiro pronto pela Téa, com capacete e colete ajustados, e tudo amarrado (óculos, máquina fotográfica, cabelo,etc). Orientei como entrar no FIB e em segundos estávamos decolando. Fiz os cinco minutos de percurso, pousei, desembarcou e outro passageiro já pronto pela Téa entrou para um novo vôo. Assim seguiu até as 16:15 (apenas 1 hora e meia de operação) quando resolvemos parar porque tínhamos que desmontar e o vento estava mais Sul.
A minha dificuldade nessa operação foi o fato da praia afundar logo, e tinha que segurar o barco e ligar o motor antes de subir com a água na altura do peito.
Nestes vôos, duas menininhas de 5 anos mais ou menos, voaram comigo e o mais legal era observar seus olhinhos acompanhando tudo o que passava. Prestavam atenção a tudo sem medo, muito legal mesmo.

Voei para a praia de desembarque e esperei Téa trazer a carreta para começar a desmontar.
O pneu furado da carretinha voltou a nos dar trabalho e para completar a fechadura da caçamba da Frontier quebrou. Por isso demoramos umas 2 horas para desmontar.
A molecada local nos infernizou tentando ajudar mas alguns ajudaram mesmo. Acabamos já era escuro, cheio de mosquitos e seguimos para a pousada exaustos.
Na pousada, descobrimos que não tínhamos água com mangueira e tivemos que improvisar . Quando acabamos de guardar o FIB já eram 9 horas da noite. Tomamos banho saímos para Almojantar e voltamos exaustos, direto para dormir.

25/02/09

Amanhecemos quebrados e tarde. Perdemos o dia de vôo para acertar os problemas. A fita de alumínio de proteção de uma das hélices estava levantada e foi corrigida; o pneu da carretinha foi acertada; duas molas do escape quebraram e foram substituidas; fiz uma gambiarra na fechadura da Nissan, etc.
Neste dia almoçamos e jantamos normalmente como a maioria das pessoas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A saida !










A saída, 19 de fev 2009

Finalmente estamos saindo de casa, desde que saí da Tecsis em outubro, achava que em dezembro estaria voando. Desde então não parei de trabalhar pondo tudo o mais operacional possível para evitar ter que parar por problemas ou falta de documentação. Quanto a documentação ainda estamos esperando a papelada de registro da aeronave na ANAC , eles costumam demorar e não emitem um certificado temporário enquanto isso. Decidimos ir assim mesmo ! !

Havia comentado com meu irmão Edu sobre a dificuldade de ter que entrar no Rio de Janeiro onde ele mora para pegar com meu prestimoso amigo André Xavier umas peças de manutenção do Flyboat as quais trouxe dos EUA ao aproveitar sua viagem de negócios.Viajar com o Flyboat agregado a uma carreta atrás do carro é uma guerra. Você tem que se acostumar com o tamanho do conjunto. Não consegue vaga para estacionar, atrapalha todo mundo, fica lento nas decisões, fica exposto aos observadores ou aos ladrões, tem que ficar alerta ao comportamento da carreta e, principalmente, não entra em nenhuma garagem normal e assim não pode tirar da atenção dos curiosos de plantão durante um pernoite.Não me agrada a passagem pela Linha Vermelha ou Av Brasil ou ainda a Dutra perto de Nova Iguaçu. Me restou entrar e sair do Rio no mesmo dia e,... rápido.
Era previsto sair as 6:00 da manhã. Seguindo rigorosamente a programação,... saímos as 10:30.
Bom, deveríamos passar por New Iguassu acima das 10 am para não engarrafar e isto nós conseguimos. Engarrafamos um pouco antes da L Vermelha mas no fim estávamos telefonando para Dani e confirmando nossa chegada a Urca. Avisei meu irmão Dudu que trabalha no CBPF de nossa chegada e ficamos de nos encontrar na frente da UniRio para dividirmos a muamba que Andrézinho trouxe dos EUA. Pegamos Dudu como previsto e nos dirigimos a casa da Dani (esposa de André e “mãe” de Lancelot , um Labrador de alma limpa, que nos recebeu com grandes lambidas e algumas mastigadas . Dani o educou muito bem, é impressionante como obedece).
Na casa de André e Dani deixamos o carro e carreta em frente ao prédio tampando a entrada da garagem. Como não havia vaga na calçada, estacionamos na rua com o piscalerta ligado. Agravando a situação descobrimos que na rua passava ônibus e o outro lado estava cheio de carros estacionados não restando vaga. Não preciso dizer que cada ônibus tinha quase que parar para não arrancar o retrovisor (já recolhido) da camionete para poder passar . A conversa foi toda hora interrompida pelos olhares que trocávamos a cada ônibus ou caminhão que freava em cima para não bater. Acho que minha mãe foi devidamente reverenciada pelos motoristas.
Finalmente um morador do mesmo prédio do André e Dani resolveu chegar e reivindicar o seu direito de entrar em sua garagem. As 16hs terminamos prematuramente a conversa ficando com aquela impressão de saudade e vontade de conversar mais.
Após troca de abraços nos despedimos deixando logo após Dudu na UniRio e partimos em direção a Niterói. Foi muito bom encontrar a Dani pois já havia uma cara que não nos encontrávamos. Falou-nos também de vender seu equipamento de vôo de paraglider, por motivos vários que não a paixão por voar. Disse que estava dando um tempo. Espero que ela volte a voar, Dani sempre nos acompanhou nos vôos e fará falta não vê-la pela rampa!
Também foi muito bom ver Dudu possivelmente pela última vez antes de sua partida a Lisboa.
Andar no Rio com carreta foi um tanto “diferente”.





Seguimos para a ponte Rio - Niterói onde pegamos um trânsito intenso, para então seguirmos para Campos. A esta altura o sono já batia pelo cansaço acumulado e noites mal dormidas e, lá pelas 8:30 tentamos parar em Casimiro de Abreu no hotel Patropi mas estava lotado. Tomamos informação de outro hotel no Km 175 e fomos para lá meio receosos mas para nossa surpresa encontramos a Pousada da Serra , simples com custo/benefício muito bom (veja fotos), onde conversamos com a galera Camioneira e tomamos informações sobre a estrada desfrutando histórias hilariantes sobre caminhões e vida de caminhoneiro. Não preciso dizer que a primeira pergunta foi sobre o que carregávamos na carreta atrelada ao carro. Depois de explicações e terminando em como voamos de paraglider sem motor e como fazemos vôos de mais de 4 horas e 70 km, etc.... fomos dormir para continuar no dia seguinte provavelmente até Eunápolis a uns 900 Km de onde estávamos.





20/02/09

Como combinado com Téa saímos as 7:00 em direção à Eunápolis. A viagem decorreu sem incidentes . Seguiu asfalto bom até a divisa de estado RJ-ES. Após a divisa o asfalto piorou substancialmente mas nada grave. A passagem de Mimoso do Sul até Vitória foi suave. Estávamos em local conhecido. Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Ubá, Pedra Azul, Venda nova do Imigrante, Caco do Pote, Alfredo Chaves, Campinhos, Irirí (Restaurante Gaeta), Meaipe, Viana, ....e muito mais , fazem parte da região mais bonita em que voei no Brasil até hoje. O contraste do litoral com as montanhas se faz presente nos diferentes climas, vegetações, costumes, comidas, “no ar, na terra e no mar” como diria o Gu (agora mais conhecido como pai do Enrico e marido de Paola, conhecido como um dos Pterodáctilos do vôo de paraglider).
Durante um período de minha vida, os resgates cruzavam estas estradas tentando nos encontrar após os vôos. De aerologia complicadíssima, os locais de vôo na Serra do Caparaó no ES, estão entre os mais bonitos mas os mais técnicos que já conheci. Pilotos e grandes amigos como Serginho Leite que trouxe o vôo de Paraglider para o ES, junto com o famoso Frank Brown várias vezes campeão Brasileiro e várias vezes bem colocado em competições internacionais, fazem parte da história do paraglider do Brasil e do ES. O pai do Frank , o famosíssimo Morris Brown um dos fundadores do Vôo livre no ES, campeão brasileiro de vela em Snipe, foi meu instrutor de barco a vela quando eu tinha 11 anos, mas isso é outra longa história de quando morei moleque em Vitória. Tudo ali me recorda partes ótimas de minha vida. É sempre bom voltar a ver aquelas montanhas e estradas.
Passamos por Vitória e seguimos até Itamarajú, a 180 km de Porto Seguro, na beira da BR101. A decisão de parar as 20:30 em Itamarajú foi estratégica pois, se chegássemos a noite em Porto sem hotel reservado em pleno Carnaval, correríamos o risco de não encontrar vaga principalmente para a carreta e ter que voltar a BR. Paramos no Hotel Monte Pascoal que nos ofereceu bom estacionamento (grande e com vigia) e bom custo benefício e, é claro, a hospitalidade do povo baiano, mundialmente conhecida.
Descobrimos que o carregador da bateria da máquina fotográfica queimou e não podíamos tirar fotos. Tiramos as que deu e ficamos sem baterias.
Jantamos, escrevemos e dormimos não necessariamente nesta ordem nem nestes itens. Amanhã seguiríamos cedo para a festa !



21/02/09

Acordamos 7:00, Café e estrada. Seguimos para Eunápolis, entramos para Porto Seguro aos 30 km entramos para Arraial d’ajuda e Trancoso. Esta estrada não existia da ultima vez que estivemos lá. Agora é asfalto até Trancoso. Chegamos em Arraial e enfrentamos centenas de quebra-molas até chegar a Ponta do Apaga Fogo, onde pretendíamos ver se existia mar abrigado de ondas para a operação. Um quebra-molas gigante sob a sombra nos fez pular e soltar um parafuso de fixação da placa da carreta e, um pouco mais tarde soubemos, também soltou uma tira de aço de fixação do filtro de ar da Nissam que mais tarde arrumamos. Por causa da placa, paramos logo perto da barca de travessia Arraial – Porto Seguro e por isso fomos subitamente interpelados por um motoqueiro chamado Ivan que se apresentou perguntando onde iríamos voar. Conversa vai, conversa vem, soubemos que Ivan era “O cara do vôo duplo de paraglider”. Possuía escola e estava a três anos operando por aquelas bandas. Também nos contou sobre um acidente fatal de Parasail com uma promotora de justiça de BH ao decolar em Porto Seguro. Seu cinto de vôo rompeu e ela caiu de 50 metros de altura na areia em frente às filhas. Este acidente mostra que as coisas não mudaram ainda nos prestadores de serviços de esportes radicais.
Para nós significou a partida de Porto Seguro, Arraial, Trancoso e Cabrália porque a prefeitura proibiu logo em seguida todos os esportes desde caiaque e até vôo de helicóptero.
Brasil é assim, um faz besteira todos pagam indiretamente.
Ocorrido isto, paramos para reaparafusar a placa, confirmamos a história e as 12hs seguimos em frente.
Próxima parada seria Ilha de Comandatuba com 360 apartamentos e diária no Carnaval em torno dos R$1600, fora do carnaval R$ 1080. Único hotel nas redondezas e em uma ilha. Decidimos esquecer e avançar até Ilhéus e ver qual seria a situação por lá.
Pé na estrada e ... Itabuna e... Ilhéus as 16:00 hs.
Cidade de Jorge Amado, grande, muitas praias, mas poucos locais de decolagem com o aeroporto nos arredores da cidade.
Não nos pareceu muito promissor e tomamos estrada e fomos para Itacaré. Viajamos até escurecer sem muito movimento na estrada até chegarmos a Itacaré. Era carnaval e nos lembramos ao entrar na cidade, parecia que o mundo havia ido todo até lá. Gente de todas as raças, credos, cor, sexo.....todos em Itacaré e , nós lá de camionete e com a carreta atrelada. As ruas ficavam mais estreitas a medida que entrávamos na cidade. A todo o momento saía gente por todos os cantos. Imaginava a toda hora a situação em que não conseguiríamos mais andar e acabaríamos entalando o trafego, naturalmente o povo nos xingaria e acabaríamos surrados em pleno carnaval pela turba enfurecida. A cada curva, a coisa ficava mais e mais difícil. Paramos para perguntar pela Praia da Concha e travamos o tráfego. Após nos livrarmos do embaraço entramos em uma estrada de barro com milhões de buracos nos esperando. Paramos em uma pousada para perguntar se tinha vaga mas não havia vagas. Fomos à outra e confirmamos que os estacionamentos da maioria das pousadas , mesmo as de luxo, eram as calçadas ou a rua. Começamos a imaginar a operação tendo que guardar o barco na rua e ...... Resolvemos parar em um camping na entrada da cidade, dormir e ir embora ou tentar conhecer melhor a cidade pela manhã para tirar a má impressão. Começou a chover e as estradas viraram lama.
Atravessamos de novo toda a cidade, cheia de bêbados querendo dar uma de guarda de transito sem sequer conseguir parar em pé. Conseguimos sair e voltamos para o Camping na entrada da cidade. Cinco realetas a diária por cabeça. Sendo a única opção para a carreta, ficamos lá mesmo. Tivemos até o direito de ouvir a discussão de um bêbado com sua namorada e amigos as 3 da madruga nas barracas ao lado. Também uma discussão entre outros vizinhos as 7 da manhã sobre o interessantíssimo assunto do direito de utilização das águas de um poço com gritos e barulhos. Tudo isso “de grátis”, ahh, tem mais ainda, o banheiro era um “Epetáculo”, o chuveiro era de água fria, chão e vaso imundos, só nos atrevendo a tomar banho com chinelos, muito bom mesmo, quanta saudades de casa !. O dono era uma figura. Gente boa mas totalmente sem noção. As 7:30 , fugimos de lá após acordarmos o dono para poder pagar. Ao menos a barraca e colchão inflável que compramos passaram no teste com louvor.

22/02/09

Seguimos para a cidade e fomos à Praia das Conchas, que nos pareceu uma boa opção desde que o vento fosse preferencialmente nordeste. Seguimos para a orla principal e fomos em direção ao rio. Repentinamente estávamos em uma fila sem capacidade de retornar. Perguntamos aos presentes e nos disseram que estávamos na fila da Balsa que cruza o rio que orla a cidade e segue para Barra Grande. Diante disso, pensei em conhecer o outro lado. Após uma hora de espera a fila andou e vimos outro carro com carreta fazer uma manobra complicada no único lugar mais largo, e seguir para a balsa de ré. Téa desceu do carro e foi ver o que acontecia. Descobriu que devido a maré a balsa ficava baixa na rampa de entrada e a carreta batia o fundo ao entrar na balsa. Tivemos que parar o transito, manobrar na única parte mais larga da rua e voltar porque para nós só com maré cheia a balsa ficaria em posição boa para entrar com o carro e carreta.
Voltamos e tentamos encontrar um local que permitisse guardar o barco e carro e tivesse acesso ao rio para podermos descer o barco, montar e decolar para ir voando até a Praia das Conchas ou outra que nos conviesse. Após andar um tanto encontramos uma saída ao rio e também algumas pousadas. Conversando com o chileno Nelson, fugido do Chile e Pinochet a alguns anos morando no Brasil, finalmente encontramos uma pousada de um Neo Zeolandês chamado Bem, com a infraestrutura e preço razoável considerando estarmos em pleno Carnaval e ali ficamos por ser a única opção que cabia a carreta.

Estacionamos a carreta após muita manobra e finalmente desengatamos a carreta do carro para nos acomodar e irmos almoçar. Fazia dois dias que não parávamos para comer.
Encontramos uma comida por quilo boa no restaurante Senzala na orla da cidade, almoçamos, voltamos ao hotel, arrumamos mais ou menos as coisas e telefonamos para minha mãe que fazia aniversário. Saímos mais tarde para comer caranguejo e dormimos. Choveu bastante durante este dia.
Fiz uma gambiarra com os carregadores dos rádios para por alguma”carga nas baterias da máquina e assim tirar umas poucas fotos. Segue no Blog duas fotos da pousada com a carreta e Frontier atrelada.
Pela manhã começaríamos a preparar o Flyboat para o vôo. Se tudo der certo, dia 23 Fev de 2009, no aniversário da Téa, será um bom dia para começar a voar !

domingo, 15 de fevereiro de 2009

AIR-ing ou,Voando Flyboat pelo Brasil





Decidir "dar um tempo" nos trabalhos da profissão e viver de voo foi uma decisão pressionada pelo incômodo dos horários fixos de fábrica com os acúmulos de horas extras. Decisões gerenciais discutíveis e frustrações por não poder exercer minha visão no assunto.Dificílimo não é sair, dificílimo é dar as devidas explicações a todos por estar fora dos trilhos. Os amigos se preocupam e se enxergam na situação sem equilíbrio.Agradeço aos amigos as perguntas óbvias que fazem porque geram em nós os nossos maiores conflitos internos ou nossas maiores mentiras. Penso nelas nos intervalos e nas horas difíceis.Téa, minha adorada companheira e esposa, me vendo aflito já há muitos anos, sempre me apóia e me enche de perguntas ao tentar me por nos novos trilhos me ajudando na organização tornando assim o sonho palpável e executável. Paga um preço alto tendo que me suportar nas horas de irritação por estar ansioso ou nas horas em que me põe os pés nos chão quando "viajo de ácido" , como diz Xande meu sobrinho arqueólogo e aprendiz de Xamã da selva de pedra.A família e amigos fazem toda a diferença nestas horas. São parte de minha identidade de meus sonhos e amores.
Todo um novo projeto nasce cru em seu íntimo. Por ser novo, significa que não foi executado ainda, portanto, passível dos erros comuns de toda a nova empreitada. Tendemos a subestimar o tempo necessário na programação das tarefas e exagerar na quantidade de coisas que julgamos importante fazer e finalmente não dar o devido peso para as coisas importantes superestimando as que gostamos ou já sabemos fazer.
Alguém já disse que a “Experiência é um farol de carro voltado para trás”, alusão a que só conseguimos usar a experiência de vida naquela situação que já vivemos e que nas novas deveremos “gramar” novamente.
Com tudo isso, decidimos encarar o desafio e ver o que dá para fazer.
No fundo como diz Téa, “Não pelo negócio em si e sim pela filosofia de vida.”
Este blog é para deixar os amigos à parte do que acontece e mostrar um pouco do que estamos vivendo, talvez como exemplo do que se deve ou..... não deve fazer, ainda, “Ou não”, Como diria Caetano !
Desejamos ainda um forte abraço e muito carinho aos familiares, amigos e participantes desta aventura.Decidir "dar um tempo" nos trabalhos da profissão e viver de voo foi uma decisão pressionada pelo incômodo dos horários fixos de fábrica com os acúmulos de horas extras. Decisões gerenciais discutíveis e frustrações por não poder exercer minha visão no assunto.Dificílimo não é sair, dificílimo é dar as devidas explicações a todos por estar fora dos trilhos. Os amigos se preocupam e se enxergam na situação sem equilíbrio.Agradeço aos amigos as perguntas óbvias que fazem porque geram em nós os nossos maiores conflitos internos ou nossas maiores mentiras. Penso nelas nos intervalos e nas horas difíceis.Téa, minha adorada companheira e esposa, me vendo aflito já há muitos anos, sempre me apóia e me enche de perguntas ao tentar me por nos novos trilhos me ajudando na organização tornando assim o sonho palpável e executável. Paga um preço alto tendo que me suportar nas horas de irritação por estar ansioso ou nas horas em que me põe os pés nos chão quando "viajo de ácido" , como diz Xande meu sobrinho arqueólogo e aprendiz de Xamã da selva de pedra.A família e amigos fazem toda a diferença nestas horas. São parte de minha identidade de meus sonhos e amores.
Todo um novo projeto nasce cru em seu íntimo. Por ser novo, significa que não foi executado ainda, portanto, passível dos erros comuns de toda a nova empreitada. Tendemos a subestimar o tempo necessário na programação das tarefas e exagerar na quantidade de coisas que julgamos importante fazer e finalmente não dar o devido peso para as coisas importantes superestimando as que gostamos ou já sabemos fazer.
Alguém já disse que a “Experiência é um farol de carro voltado para trás”, alusão a que só conseguimos usar a experiência de vida naquela situação que já vivemos e que nas novas deveremos “gramar” novamente.
Com tudo isso, decidimos encarar o desafio e ver o que dá para fazer.
No fundo como diz Téa, “Não pelo negócio em si e sim pela filosofia de vida.”
Este blog é para deixar os amigos à parte do que acontece e mostrar um pouco do que estamos vivendo, talvez como exemplo do que se deve ou..... não deve fazer, ainda, “Ou não”, Como diria Caetano !
Desejamos ainda um forte abraço e muito carinho aos familiares, amigos e participantes desta aventura.